Estava deletando antigas anotações do meu smart phone quando uma delas me chamou a atenção. Se não me engano faz três meses que escrevi esta nota numa das minhas visitas aos cultos dominicais da IBAB (Igreja Batista da Água Branca), enquanto viajava em pensamentos no que o pregador falava naquela manhã. A nota (dessa vez a frase é minha):
"Não gostaria de pagar tão caro quanto barato tenho me vendido."
Logo depois que reli achei que a frase estava um pouco complicada de entender. Não me lembrava do sentido pelo fato de não saber do motivo que me levou a escrever isso. Por poucos segundos tive que meditar, mas logo relembrei a questão que sempre existirá em meus pensamentos. Explicarei.
Todos nós já ouvimos a frase: "Isso não era necessário." Concordo.
Mas apesar de saber que existem coisas que são realmente necessárias, não necessariamente são. Entre algumas implicações quero destacar a questão do "preço que cada um está disposto pagar".
Geralmente, para explicar o dilema, uso como exemplo o relacionamento entre cônjuges. Costumo falar da minha própria experiência. Sempre digo que quando uma pessoa se casa, ela terá que reaprender muitas coisas. Seria melhor dizer, terá que praticar a fé que pregava. Terá que abandonar velhos costumes, deixar de ser individualista, abrir mão da passividade mórbida e omissão, tornar-se responsável, enfim; praticar princípios bíblicos para avançar na direção da verdadeira maturidade, não velhice.
Sei que quanto mais procrastino tais práticas, mais difícil será minha vida. Sei que quanto mais para frente jogo o exercício desses princípios, mais tarde e distante ficarei do propósito de Deus - mais distante da realização dos sonhos que tenho em mim como se fossem divinos. Sei que mais duro será o aprendizado prático.
A prática ou não de todos esses princípios necessários poderia ser traduzida por preços a serem pagos. Quanto mais pra frente jogamos a dívida, mais cara ela se tornará. Porém a não prática aparentemente é mais em conta do que o verdadeiro preço a ser pago. Me parece que a não prática dos princípios é o baixo valor que o diabo tem proposto para enganar aos homens. Todos queremos pagar menos. O resultado disso é vender a si mesmo. Pior, vender-se por um valor muito baixo - que não valerá a pena. Isso poderá nos sair muito caro. Poderá comprometer nosso relacionamento com Deus, nossa família, nosso chamado e toda uma geração.
"Não gostaria de pagar tão caro quanto barato tenho me vendido."
Em tal dia que escrevi isso eu orava em silêncio: "Eu sei que existe um preço para ser pago, mas não gostaria de jogar a dívida para frente e assim ter que pagar com juros. Não gostaria de pagar a mais. Não gostaria de pagar tão caro, na mesma proporção do baixo preço que decidi viver."
Da mesma maneira que eu me questionava, te pergunto, quanto vale a tua vida, os sonhos que Deus colocou em teu coração e as promessas que Ele te fez? Pelo que você tem trocado tudo isso para pagar mais caro lá na frente? Seria pelo mero prazer da sua carne, por ganância, individualidade, pornografia, sexo ilícito, mágoa, orgulho, etc.? Quais são os frutos que poderíamos colher, mas que pela escolha da vida barata - "prazerosa" - enterramos as promessas? Por qual pecado barato temos nos vendido?
Muitos diriam que para entendermos isso - o que realmente vale a pena - é necessário entender o que não vale. Digo mais uma vez, não necessariamente. Nem eu ou você precisamos passar por isso uma vez que já conhecemos a verdade. Jesus pagou um preço bem alto pelos nossos pecados para nos dar o Espírito Santo capaz de nos ensinar sobre todas as coisas, e assim tornar mais leve nossa carga - fácil de carregar e pagar.
Lembre-se: "O barato sai caro."
Tropical

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