Nessa última segunda-feira conheci um casal germânico, pais de um amigo. Devem ter aproximadamente uns setenta anos de idade e, por isso muitas são as histórias e experiências que servem às pessoas mais jovens, como eu; inclusive porque grande parte de suas vidas, viveram como missionários em tribos guaranis - próximas da fronteira do Brasil com o Paraguai. Tivemos apenas umas duas horas de conversa, mas o suficiente para ouvir duas coisas que me foram de grande importância.
A primeira coisa que ouvi foi:
"Temos o péssimo costume de responder às pessoas questões que elas não têm."
Como se não respondendo nada, ainda criássemos novas questões, pois respostas que não respondem às nossas perguntas podem vir a ser novos dilemas. De fato, isso não contribui muito com ninguém. Talvez as pessoas tenham perguntas mais simples, porém nossa falta de sensibilidade, foco e clareza não nos permite eficiência alguma. Lógico que escrevo a respeito do evangelho de Cristo e sobre nosso papel de colaboradores com o Pai.
Digo que o maior problema do homem é o pecado, pois ele nos tirou do convívio com Deus, não o dinheiro e nem mesmo a saúde. Um exemplo fácil de citar é o do paralítico que ouviu a seguinte frase de Jesus: "Filho, se anime, os teus pecados estão perdoados." (Mt9.2)
Imagino que se perguntássemos qual seria o grande problema da vida de tal homem, ninguém arriscaria dizer outra coisa se não a paralisia física. Enfim, todos querem ter saúde e dinheiro, o restante vem depois. Porém Jesus sabia que o grande problema do homem era o pecado, não a paralisia - sem bem que ambos casos foram fáceis para Jesus resolver. A pergunta simples era, em minha opinião, qual seria a solução para tal homem? A simples resposta de Jesus era o perdão - que reconciliou o homem com Deus.
Ouça as pessoas e verá que o problema não está na complexidade da vida, mas na simplicidade de sua morte espiritual devido ao pecado não reconhecido, confesso e perdoado.
A simplicidade do evangelho é que Jesus nasceu, morreu pelos nossos pecados e ressuscitou ao terceiro dia. O que passar disso são respostas evasivas.
A segunda frase que ouvi foi em forma de pergunta:
"Tropical, você sabe qual a maior distância da terra?"
Sei lá! Uma volta nela mesma até chegar onde eu comecei - foi o meu pensamento antes que continuasse a frase/resposta.
"É a distância entre a mente e o coração."
Pura verdade!
Exemplo fácil é o que acontece com a gente. Já entendemos em nossa mente que devemos ter uma vida piedosa, cheia da compaixão que estava em Cristo; porém não sentimos nada ao olhar a situação alheia. Enxergamos as pessoas como se fossem ávores. Não choramos por nós mesmos e muito menos pelos que sofrem. Não ajudamos e, se tiver então que colocar a mão no bolso, até da memória apagamos o que aprendemos através da bíblia. Sabemos que deveríamos acumular tesouros nos céus, mas somos loucos pelas coisas da terra. Amamos apenas os que nos fazem o bem e jamais convidaríamos para nossas festas os que nada tem. Enfim, você poderá completar a lista das coisas que você já sabe, mas que não pratica.
A distância entre o cérebro e o coração pode demorar uma vida inteira para ser percorrida, mas com a ajuda que temos do Espírito Santo de Deus, poderá durar menos que alguns segundos. Não sei bem como isso acontece, mas creio que acontece.
Boas ondas,
Tropical
